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sexta-feira, 4 de abril de 2014

NETANIAHU EXIGE QUE OS PALESTINOS (ABBAS) RECONHEÇAM ISRAEL COMO O ESTADO JUDEU. MAS, O QUE É MESMO O ESTADO JUDEU?


NATANIAHU EXIGE QUE OS PALESTINOS (ABBAS) RECONHEÇAM ISRAEL COMO O ESTADO JUDEU. MAS, O QUE É MESMO O ESTADO JUDEU?


Não pretendo entrar na armadilha de definir o que é ser judeu e menos ainda responder o que é, exatamente, um estado judeu. Se seguir a realidade dos fatos, Israel é o estado dos judeus porque assim o reconheceu a maioria das nações. 

E porque representando a soberania nacional dos judeus é o Estado dos Judeus. Prefiro Estado dos... que Estado judeu porque esta definição lembra estados nos quais a religião é parte constitutiva do país e isto é discriminatório em relação à suas minorias cristãs e muçulmanas.  

Será o Israel de Nataniahu e Liberman que aliena seus cidadãos árabes, ou o  de Ytzhak Rabin que pensava um estado que desse igualdade real aos seus cidadãos, sem distinção de religião. 

Esta é uma dicussão sem fim em Israel.  A esquerda israelense se queixa que a minoria árabe é discriminada. 

A direita, nega. E diz que em país árabe algum, os árabes vivem tão bem como em Israel. Fogem da pergunta real.
Antes de dar a resposta examinemos alguns problemas que perturbam uma discussão aberta e franca.

Em primeiro lugar está a questão: Será que após os acontecimentos históricos que resultaram nas fronteiras atuais de Israel, seus cidadãos árabes podem estar satisfeitos e dispostos a se trornar patriotas?

A resposta óbvia é: não. 

Portanto, a única solução é a divisão em 2 estados. Cada um para o seu canto. Os judeus satisfeitos de terem finalmente obtido seu Estado, em paz com os palestinos. Mas, será que os palestinos, muçulmanos, aceitarão algum dia um estado que,segundo sua narrativa, foi criado atravès de sua expulsão direta ou indireta? 

Não posso julgar Nataniahu, ou qualquer governo de Israel desde 1948, por travar uma guerra sem tréguas com os palestinos e o mundo árabe já que estes, com exceção de Jordânia e Egito, teimam em não reconhecer realmente Israel. 

Hoje, quando escrevo, chega a notícia da morte de 3 palestinos por tropas israelenses. 

Vejam como estas coisas acontecem: O Shabak, o Mossad interno, encarregado de dar combate ao terrorismo em Israel e nos territórios ocupados, recebe informação que um palestino procurado por   terrorismo está refugiado numa casa no campo de refugiados ao lado da cidade de Jenin.

O exército vai à casa do procurado a fim de prendê-lo.  São recebidos a bala. Reagem e matam três. O terrorista procurado e mais 2 que estavam na casa. 2 perguntas:

- Se seu companheiro de luta contra a ocupação entra em tiroteio com israelenses, os outros presentes também passam a atirar nos soldados. 

Os israelenses muito mais treinados e com a vantagem da surpresa, ragem e matam o próprio e mais dois. Mais 7 que entram na refrega ficam feridos. E agora?

- A verdade é que após 65 anos de fundação e reconhecimento internacional, Israel ainda não é aceito por todos os vizinhos. 

Muito menos pelos palestinos, pelo menos não completamente. Como contruiu colônias e cidades nestes territórios, é obrigado a manter postos de controle espalhados por toda a Cijordânia a fim de impedir ataques a moradores da região.

- A esquerda mundial à procura de uma causa após a derrocada da URSS, adotou a chamada “causa palestina”. Sua máquina de propaganda entrou em ação. “Israel mata  civis incentes nos territórios ocupados” são manchetes todaa as vezes que um palestino morre en troca de fogo com Tzahal. 

A pergunta é: Poderia Israel agir de outra forma? Só se cedesse todos os territórios, o que por enquanto é muito pouco provável. 

Um interesante debate ocorreu esta semana na TV 11 (governamental-independente). Os 2 ex-generais presentes ao programa disseram coisas semelhantes. 

Não há mais o perigo de Israel ser invadido por exércitos de diversos países árabes como era o receio até pouco tempo. Hoje, os vizinhos está enfraquecidos e divididos. 

Por isto, os esforços se concentram nos territórios ocupados e Gaza. Diariamente, Tzahal entra em cidades ocupadas a fin de procurar e prender posíveis terroristas ali escondidos agurdando a oportunidade de agir. 

Que foi exatamente o caso acima mencionado. O problema agora se concentra na procura, prisão e morte se resistirem de teroristas do El Qaida e Jihad Árabe que já estão combatendo na Síria.

ISRAEL PRATICA O APARTHEID ?

O mundo árabe, talvez devido ao conflito sem fim na Palestina, procuram denunciar Israel como um país que pratica o aparheid. 

No que são apoiados pelos inimigos usuais, os anti semitas e outros tipos estranhos. 

Apesar de discordar de muitas medidas do governo israelense contra a minoria árabe, (vejam acima) considero esta comparação absurda. 

A culpa principal é da imensa ignorância que assola o mundo que aceita o que lê ou vê pelas lentes distorcidas de fotos e filmes de TV. 

Um filme feito na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) que recebi de um amigo brasileiro mostra a profunda ignorância dos jovens americanos a respeito de tudo que não esteja a um palmo de seu nariz. 

O apartheid da África do Sul, onde a palavra apartheid foi inventada, é/era tão diferente do tratamento dado aos árabe em Israel como o dia da noite. 

Se me basear na neutra Wikipedia, “apartheid’  (palavra extraida do dialeto meio holandês, meio germânico dos brancos  sul africanos) é usada atualmente para definir a segregação, (separação) estabelecida pelo estado contra os direitos civis e sociais de uma minoria, baseda em sua origem étnica. 

Os palestinos árabes são realmente diferenciados. Os árabes israelenses, são tão livres quanto os israelenses judeus. Vejo árabes em Shopping Centers, na Universidade de Tel Aviv aqui ao lado de minha casa, nos cinemas, enfim em todos os lugares. 

Reconheço as mulheres devido ao xale que cobre sua cabeça suas saias compridas. Quanto aos homens, não vejo diferença alguma, já que são extamente iguais aos judeus procedentes dos países árabes. Portanto dentro de Israel, a diferença ou descriminação é zero.

Já nos territórios ocupados a conversa é um pouco diferente. Se há desconfiança, postos de controle e, às vezes, revistas rigorosas, a culpa cabe à guerra que os palestinos decidiram iniciar e manter contra a existência do estado judeu. 

E que dura até hoje. 

Após dezenas de atentados suicidas ou não suicidas, onde mais de 2.000 civis israelenses foram mortos estes ganharam o direito e a obrigação de desconfiar dos palestinos dos territórios. 

Prisões de suspeitos de terrorismo são efetuadas no meio da noite para tentar evitar a fuga e diminuir a resistência à prisão. Quando reagem a tiros, o que acontece frequentemente, são mortos no tiroteio. 

Soldados israelenses também são mortos ou feridos nestes incidentes. Se o suspeito abre fogo afim de resistir à prisão, estará pondo em risco seus familiares presentes na casa.

No dia em que os palestinos aceitarem, com real sinceridade, a existência e permanência de Israel, palestinos não mais morrerão em mãos de soldados israelenses. 

Quanto a esta baboseira de apartheid, isto foi idéia do cardeal Desmond Tutu, da África do Sul, num discurso na famigerada Conferência de Durban em 2008, presidida pelo sr. Najat Al-Hajjaji da Líbia de antes da queda de Kaddafi. 

Os 18 vice presidentes da conferência foram do Camarões (muçulmano), África do Sul (Tuto), Senegal (muçulmano), India, Indonésia, Pakistão e Irã (os 3 muçulmanos), Argentina, Brasil de Lula, Chile, Armênia, Croácia, Rússia, Bélgica, Grécia, Noruega e Turquia (muçulmano). 
O relator foi da democrática Cuba.

É assim que você ganha um adjetivo. Seja merecido, ou não.

Palestinos na fila para entrar em Israel vindos de Gaza.



ACORDO? KKKKKK

O Secretário de Estado, John Kerry que é um cara obstinado. Continua malhando por um acordo entre israelenses e palestinos. 

Sua obstinação o leva a crer que conseguirá o que outros não conseguiram em decênios de negociações. Como é que se diz em inglês “malhando em ferro frio”? Pois é isto que ele está fazendo.

Por que? Em primeiro lugar, Israel não cede por que se sente incomparavelmente mais forte que os adversários. 

Os palestinos também não cedem por que sentem que o mundo está a seu lado e cedo ou tarde, Israel será obrigado a ceder. E muito mais do que pensa hoje.

Após muita  trabalho, à distância, do Secretário de Estado, o acordo não saiu. E assim não se sabe se as tratativas continurã ou se pára tudo. 

Acredito que as conversações deverão continuar apesar de Israel não ter cumprido sua parte e Abbas correu a filiar a AP a diversos ógãos da ONU, algo que Israel se opõe. Acusam-se mutuiamente, como de costume, de falta de boa fé. 

Bibi, que havia prometido libertar mais 28 prisioneiros árabe-israelenses, deu prá trás. Estou “começando a desconfiar que, mais uma vez, vai dar em nada, disse Aron Bidú ex-assessor de Shimon Adivinhahu.” 

Desconfiado??? Como é que se ri no Facebook KKKKK. 
Kerry deixou seu telefone. Se quiserem continuar, liguem.

PIOR PARA OS IRANIANOS...

‪Bar Rafaeli, modelo israelense.



‪A mesma Bar, se vivesse em Teerã.



                                    

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

SER ANTI-ISRAEL É ANTI-SEMITISMO?

SER ANTI-ISRAEL É ANTI-SEMITISMO?


Esta pergunta, se respondida na afirmativa, tornou-se um excente pretexto para os israelenses continuarem a ocupação e, mais adiante, anexar os territórios conquistados em 67 em seu poder, completando, assim, o que é conhecido como o Grande Israel, o que impedirá a criação de um estado palestino.  

Se respondida na negativa, aprova, tacitamente, que o movimento BDS (Boicott, Divestment, Sanctions) é puro, cristalino e bem intencionado e pretende apenas defender o direito dos palestinos a um estado ao lado de Israel. 

O que não é exato, já que anti-semitas estão infiltrando o movimento. 

Portanto, nenhuma das duas respostas é satisfatória. Nem todos os que protestam contra a ocupação e acham justa a luta dos palestinos pela criação de seu estado são, necessariamente, anti-semitas. Como nem todos os que apoiam Israel incondicionalmente, podem negar que muitos erros e injustiças foram e são cometidos contra os palestinos durante os 47 anos de ocupação.

Por outro lado, é inegável, que anti-semitas estão “pegando carona” e aproveitando a oportunidade para soltar seu veneno contra os judeus, hoje configurado pelo Estado de Israel.  

Se bem que para os israelenses a pergunta seja meramente retórica, ela não deixa de ser importante na luta pela sobrevivência de Israel. A opinião pública mundial conta. Se Israel perder definitivamente a batalha pela opinião pública, será derrotado moralmente, ficando vulnerável a crescentes boicotes que poderão levar sua economia a grandes dificuldades.

E sanções econômicas funcionam. Vejam o que fizeram as sanções ao Irã. Orgulhoso e fanatizados, os aiatolás se renderam. Se bem que o capítulo Irã ainda não tenha acabado, tiveram que aceitar a intervenção internacional e suspender o enriquecimento de urânio a 20% que lhe permitia, num período pequeno de tempo, voltar ao seu programa nuclear militar. Outros exemplos existem, como a África do Sul que acabou com o apartheid.

MISSÃO DE JOHN KERRY ATACADA

Ultimamente, setores de direita em Israel, interessados em manter a ocupação, passaram a atacar o Secretário de Estado, John Kerry, que foi encarregado por Obama a tentar diminuir as diferenças entre israelenses e palestinos e tentar uma solução.  

Propõe que um estado palestino seja criado, mais ou menos, nas linhas vigentes antes de 1967. Solução que é apoiada, em princípio, por Nataniahu, que se nega, porém, a um retorno às linhas de antes da Guerra dos 6 Dias. Kerry sabe que qualquer solução passa pela criação de um estado palestino. 

O problema é, como e onde será criado tal estado. Propôs que seja tomado como base as fronteiras de antes de 1967 (sem os territórios ocupados. Afinal, para sobreviver um estado palestino terá que ter territórios suficiente. A proposta de Kerry provocou uma reação desagradável. Foi acusado por um ministro que representa os colonos no Gabinete, Naftali Benet, de ser missionário e obcecado e de interferir na política interna de Israel. Mais tarde, vendo a burrice de suas palavras, se deculpou.

Israel precisa ter muito cuidado ao atacar o Secretário de Estado americano., Não que não se possa criticar ou mesmo se recusar a engolir qualquer pílula que os americanos ponham na boca de Israel. Mas, há limites  momentos adequados.  Acusar John Kerry, um amigo comprovado de Israel no Senado, que está tentando cumprir a difícil missão que seu presidente lhe atribuiu, de anti-Israel?  

Quem conhece o senador Kerry e sua posição pró-Israel, deve respeitá-lo. Israel não pode se dar ao luxo, como pénsam alguns fanáticos de direita, confrontar publicamente o atual governo dos EUA. Não devemos esquecer que Israel, com todos os seus Prêmios Nobel, ainda depende da América em quase todos os campos. 

Estes dias, a assessora de Obama para assuntos internacionais, Susan Rice atacou os dirigentes israelenses considerando os ataques a Kerry como injustos e contra-producentes. Felizmente, como anunciou ontem o NY Times, grupos americanos de apoio a Israel, entendendo a situação dizem apoiar a missão de Kerry. Não querem piorar ainda mais o relacionamento com Washington.

O problema reside com os fanáticos nacional-religiosos, em sua maioria moradores dos assentamentos nos territórios ocupados, e, portando interessados em defendendo a sua propriedade. A TV 10 de Israel mostrou esta semana, algumas casas grandes e até luxuosas construída em terreno grátis e mão de obra barata de palestinos à procura de trabalho, escasso na região já que não podem mais trabalhar em Israel.

Claro que quem possui uma propriedade que custou 60 ou 70.000 U$ e que dentro de Israel custaria mais de um milhão de US$, se oporá a qualquer acordo de paz que provoque sua desocupação. Quer dizer, seu interese pessoal, está acima do nacional.




LEGISLADORES AMERICANOS PEDEM NOVAS SANÇÕES CONTRA O IRÃ

Senadores e congressistas americanos, liderados pelo chairman do Comitê de Relações Exteriores do Senado, Robert Menendez, estão propondo novas sanções contra o Irã, argumentando que o acordo de princípios com os iranianos não durará e os mesmos voltarão a pôr as turbinas em funcionamento, alguns meses após a suspensão total das sanções. Alegam que o Irã está firmemente decidido a produzir algumas bombas nucleares e tornar-se uma potência atômica na região. 

Quer igualar-se a Israel, que apesar das reticências, ninguém tem mais dúvidas que possui um grande estoque. 

Acreditam que até Obama conseguir restaurar as sanções, haverá tempo bastante para trabalhar, principalmente por que a maior parte da infra estrutura permenecerá intacta. Em Israel, a maioria dos observadores, entendidos em Irã, concordam que os persas  voltarão a marchar firmemente em direção à fabricação de armas nucleares tão logo possam fazê-lo sem prejuízo à  sua economia. 

Por isto, o poderoso lobby israelense, o AIPAC, está estimulando a legislação anti-Irã. Obama, que já está irritado com os israelenses por diversos motivos (vejam a nota acima) vai colocar na coluna negativa esta tentativa Republicana/Israelense de castigar o Irã, que o presidente considera “fera domada”.Já hoje, 06/02/14, apareceu uma novidade. 

O sorridente Min das Relações Exteriores iraniano, Javad Zarif, (foto abaixo) respondendo a críticas da negociadora americana Wendy Davis, escreveu em sua página no FaceBook, que “os reatores Fordow e Arak são inegociáveis. Intocáveis. Precisa mais para desconfiar das intenções iranianas?

Javad Zarif 

MINISTRO DA FAZENDA - ”QUEM NÃO CONTRIBUI NÃO RECEBE”

Na frase acima, o ministro da Fazenda, Yair Lapid, se referia aos religiosos ortodoxos que não trabalham nem estudam como todos os jovens em Israel. Frequentam yeshivot. 

Alegam que graças a eles, os yeshiva-boys, Israel é defendida de seus inimigos. Se não estudarem a Torá todo os dias, Israel está perdido. E outras asneiras que não ocuparei o tempo dos leitores. 

Estes dias, além da revolta do Min da Fazenda, o Supremo Tribunal de Recursos de Israel, a pedido de organizações que defendem a igualdade de direitos, soltou uma decisão mandando suspender pagamentos às Yeshivas (que o repassam aos alunos). Justificando a decisão o juiz relator escreveu, entre outros, “receberam a ordem de alistamento no exército e não se apresentaram. 

Por isto,  não podem receber auxílio do governo. Só se o comando das forças armadas mandar em contrário”. Até hoje, os militares não se manifestaram sobre o assunto. Aguardemos. Como os ortodoxos não estão na coalizão governamental, o 1º. Ministro também não tem pressa. 

Decisão corretíssima do Supremo. Quando o pagamento para estudantes de yeshiva foi instituído eles eram uma pequena minoria. Dado que no meio ortodoxo é proibido evitar gravidês, cresceram e se multiplicaram. Quem não quer prestar serviço militar, simplesmente, transformava-se em estudante de Yeshiva. Hoje, são uma fonte de problemas e insatisfação. Aguardemos o cumprimento da decisão do Supremo.


Foto acima - Alguns religiosos sentem vergonha e se alistam.

APOIAR BOICOTE, MAS SÓ DE PRODUTOS DAS COLÔNIAS

Estou com os escritores Amos Oz e David Grossman. Não podemos combater efetivamente o BDS-Boicote-Desinvestimento e Sanções, sem se opor à ocupação dos territórios que impede a criação de um Estado palestino, a única solução que salvaguarda a integridade física, política e moral do Estado judeu. 

A permanência e a ampliação da colonização da Cijordânia terminará com a criação de um estado binacional, onde judeus e muçulmanos, após decênios de guerras e ódios tentarão viver juntos num mesmo Estado. Ter em mente as inúmeras divisões de países que não conseguiram viver em paz interna com populações diferentes. 

Vejam o destino da Checoslováquia, que voltou a ser dois países: a República Checa e a Eslováquia. Ou a Yugoslávia que se dividiu em 4 diferentes países quando a convivência  entre seus cidadãos de diversas etnias e religiões tornou-se impossível. A própria grande União Soviética deixou de ocupar de diversas repúblicas, hoje independentes de Moscou. 

Algo inacreditável está acontecendo em Israel: uma cegueira generalizada para o óbvio. 

Sem a criação de um país palestino, jamais poderemos viver em paz. Mas de onde vem esta cegueira que atacou este povo reconhecidamente inteligente,perguntará o leitor? 

O país foi sequestrado por um bando de nacional-religiosos cujo fanatismo lhes impede de ver o que vem pela frente. O desaparecimento da maioria judaica em Israel. Espero que Nataniahu, que vem, ultimamente,  demonstrando uma visão mais clara do futuro e reconhecendo a necessidade da criação de um estado palestino, encontre a coragem e a habilidade para permitir a única solução viável: a existência neste pedaço de terra de dois países, um para cada povo.




Na foto, mais um colônia em construção. 

David Tabacof - 06/02/2014

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

PARA ISRAEL, É MELHOR QUE ASSAD PERMANEÇA


PARA ISRAEL, É MELHOR QUE ASSAD PERMANEÇA

Com a entrada do El Qaida na Síria, ao lado das forças que lutam contra Assad, Israel parece ter chegado à conclusão que a permanência do ditador e sua quadrilho no poder, é o menor dos males. 

Afinal, a Síria jamais criou problemas na fronteira entre os dois países. Segurava qualquer ataque ou provocação com receio de “convidar” Israel, muito mais forte, a entrar em conflito. Isto, apesar de Israel ocupar o Golã, que foi da Síria até 1967 quando foi tomado e ocupado na Guerra dos Seis Dias. 

Bashar Assad é um inimigo implacável e difícil que herdou a teimosia de seu pai, Hafez, em não reconhecer ou assinar qualquer acordo de paz com Israel, mesmo com a devolução do Golã. Bashar, talvez, a essa altura, lutando pela própria vida e envolvido numa guerra civil sangrenta talvez até já estivesse disposto a aceitar a ajuda de Israel em troca de reconhecimento e a divisão do planalto entre os dois países, conforme Israel já propôs. 

 Galan Highs


Infelizmente, a teimosia ainda predomina. Enquanto o Irã lhe fornecer armas, Assad está preso à vontade os ayatolás. A esta altura, Israel deve preferir deixar o barco correr. Esta guerra vai acabar com a Síria como conhecemos até hoje. 

As divisões são tão profundas e a sede de vingança não permitem um acordo tão  cedo. A previsão aqui é que a Síria será dividida em cantões, como na Yogoslávia, será dividida entre as diversas etnias e fações em luta. Cada etnía ficaria com um cantão onde tem maioria. 

Haveria um cantão Alawita, outro Xiita, outro Sunita, um Cristão, um Druso e um Curdo. As conversações de paz entre os rebeldes e o governo sírio estão condenadas a dar em nada já que a saída de Assad exigida pelos rebeldes não acontecerá jamais. Também os opositores a Assad estão divididos e jamais chegarão a um acordo que satisfaça a todas as aprtes envolvidas. 

Para Israel, apesar da crueldade com a população civil, a continuação do conflito no país vizinho, é o melhor dos mundos. Ambos os lados são inimigos entre si e ambos e igualmente de Israel. Portanto...

UM “HOMEM HONESTO”

Os diários escritos à mão pelo principal encarregado da execução da “solução final” ordenada por Hitler, Heinrich Himmler, foram encontrado em Israel. Estavam guardados por uma família de sobreviventes. 

Ficou num velho armário durante mais de 60 anos e só agora seus descendentes descobriram o que eram aqueles cadernos de capa dura escritos à mão. Foram adquiridos, após a guerra, num “mercado de pulgas” em Bruxelas por um judeu de sobrenome Rosenthal. Seus familires entregaram o material ao jornal Yedioth Aharonot que os está publicando, inclusive com as fotos. 

Esta semana, a revista “Die Welt” passou a publica-los também. Os alemães da Die Welt, que são profissionais responsáveis, investigaram e chegaram à conlusão tratar-se dos diários autênticos e Heirich Himmler, o mais destacado carrasco nazista. 

O diário mostra um homem reto, honesto e cumpridor rigoroso de suas obrigações, entre elas, fazer desaparecer os judeus da face da terra. Os documentos revelam um anti semita fanático desde a juventude. Fez seu trabalho como um yeke (sem ofensa aos judeus yekes, gente séria e honesta em todos os sentidos) que levava a perfeição como o objetivo de sua vida. 

Entre os papéis, estão bilhetes que sua mulher, Margarete, lhe escreveu de forma absolutamente normal como se se tratasse de um mero funcionário público, cumpridor rigoroso de seus deveres. 

Num dos bilhetes, quando a Alemanha invadiu a URSS, Margarete lhe enviou um recado “só temos uma lata de caviar na geladeira.”  Em outra nota encontrada, sua mulher novamente lhe manda um recado “Estou indo para Auschwitz encontrá-lo. Beijos-Margarete”.

São centenas de documentos pessoais, diários e fotografias que serão publicados pela primeira vez. Um filme documentário, cujo título deverá será, ironicamente,  “Um home honesto” está em produção e será exibido no festival de documentários “HotDocs” do Canadá. Mais tarde será exibido pelo canal 8, especializado em documentários.



NO EGITO, A VOLTA DA VIOLÊNCIA (EM NOME DE ALAH)

A cada dia me convenço mais que a religião, se tem seu lado bom ao servir de muletas aos que estão com problemas ou temem o futuro, se transformou numa desgraça e foi a causa de muito derramamento de sangue entre os seres humanos. 

Como diz George Carlin em sua peça humorista gozando a religião “...acreditam que há um ser de barbas brancas lá em cima, que segura um papel contendo madamentos e ai de quem não os cumpra. Irá para um lugar de fogo perpétuo e muito sofrimento pela eternidade...(Inferno). Mas, ele te ama...O problema é que está sempre precisando de dinheiro. Não sabe lidar com dinheiro. Mas, ele te ama... “ But he loves you”, como dizem os pregadores evangelistas americanos.

Pois bem, no Egito, (para não citar os países do ocidente durante a Inquisição, pogroms, conquistas, etc. e outras matanças em nome de Deus) é Mohamed, enviado de Alah, o poderoso, que é usado como joker na luta pelo poder.   

O novo homem forte, o general Al-Sissi, deu um golpe nos Irmãos Muçulmanos derrubando o presidente eleito pelos Irmãos. Sissi, que não é nenhuma princesinha austríaca como no filme, mas um general de linha dura, usando óculos escuros na velha tradição de ditadores, decidiu que o povo egípcio precisa de pão e não de crença religiosa, que apesar dos boatos jamais trouxe pão após a história bíblica quando os judeus receberam do céu uma chuva de Maná (Exodus 16;15), que ninguém sabe exatamente o que foi, mas ficou conhecido como uma espécie de pão.

Mas, voltando ao Egito de hoje, quando todos pensavam que a Irmandade estava na lona após o soco de Sissi, eis que ajudada por outros islâmicos levantou a cabeça e foi para a rua protestar. Até cometeram alguns atentados  onde (mais um vez) morreram muitos inoccentes. Mas, qual é o problema? Afinal, é tudo em nome de Alah, o nome do Deus dos Islâmicos, também conhecido por  “He Loves You”.

A previsão em Israel é que Sissi vai se candidatar e os militares darão um jeito para ter, como nos tempos de Mubarak, 98,5% dos votos. Este 1,5% contra é prá provar que o Egito não é uma ditadura. Se bem que para Israel, Sissi é o melhor. Portanto, viva o general Sissi!



EUTANÁSIA EM ISRAEL?

Está em discussão no Knesset uma lei permitindo que alguém doente em estado  terminal e em condições de expressar claramente a sua vontade, com um certificado médico atestando que o mal é incurável e terminal, cometer o suicídio assistido. Nos modelos já em vigor na Suíça (Zurich) e nos estados de Oregon e Washington, EUA. 

É uma boa notícia para muita gente. Influiu na decisão um documentário mostrando um israelense conhecido que foi Zurich para morrer. O cara demonstrava calma e decisão firme de por fim aos seu sofrimento. 

Na hora H, estava sorrindo de contentamento. Tinha Parkinson avançado e contou como sua vida era um inferno. “Acordo todos os dias molhado de urina e sujo de fezes, que não controlava mais.” Sua filha viajou com ele e disse entender perfeitamente sua decisão. Tomara que a lei passe no Knesset. Agora que os ortodoxos não estão mais no governo, a lei reúne boas chances de ser aprovada.

Eis um anúncio fúnebre, recente, do Yediot Aharonot que traduzo.

“Comunicamos, sem surpresa, que nosso querido amigo, fulano de tal, demonstrando que, para si, a qualidade de vida é mais importante que quantidade de anos vividos, decidiu morrer a fim de não sobrecarregar sua família e amigos. Seu enterro já ocorreu”.

HIGH TECH DE ISRAEL BRILHA MAIS QUE NUNCA

Microsoft e Amazon anunciaram a abertura de mais um centro de pesquisas em Israel. Bibi Nataniahu e Shimon Peres quando em Davos na Suíça, encontraram-se com Bill Gates e outros luminares do ramo. 

Está aqui a CEO da Yahoo que foi pioneira, mas não anda bem das pernas. Foi em Davos na reunião anual dos big shots da economia mundial.

IRÃ PROVOU ESPERTEZA

Os iranianos, que perfiro chamar de persas, um povo tão antigo quanto os judeus, demonstraram mais uma vez que são sábios. 

Conseguiram, praticamente de graça, diminuir consideravelmente as sanções, que lhe entravavam a economia, dando muito pouco em troca. 

Vão continuar a enriquecer urânio em menor percentagem, mas dentro de mais ou menos  tempo farão uma experiência atômica e ai será tarde a exemplo da Coréia do Norte e Paquistão. “Read my lips” como dise Bush, pai.


BRASILEIROS CONTRA A COPA?

Ainda que mal pergunte, que história é esta de manifestações contra a realização da Copa no Brasil. Sei que é tarde e não representa a opinião da maioria do povo brasileiro, em que pese a roubalheira generalizada na construção de estádios, etc. 

Mas que estranhei, estranhei. Brasileiro contra Copa do Mundo em seu país?


Direto de Israel - 28/01/2014