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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

PORQUE NATANIAHU NÃO TEM PRESSA


PORQUE NATANIAHU NÃO TEM PRESSA

Hoje um espírito futebolística invadiu esta coluna. Deve ser a febre da Copa atacando também em Israel. Mas, como ia dizendo, se comparar o processo de paz com uma partida de futebol, Nataniahu, me parece, está fazendo cera* (Fazer o tempo passar segurando o jogo para segurar o resultado.) 

Do outro lado, o presidente da Autoridade Palestina (AP) também parece inseguro e não tem coragem de assinar a paz com Israel o que significaria aceitar dar a maior parte da Palestina aos judeus. É voz corrente em Israel que se assinar e der o conflito por encerrado sem o direito de retorno dos refuugiados e sem  pelo menos metade de Jerusalém será morto por terroristas árabes.  

O El Qaida já anda por aqui. Ali na Síria. Abbas aceita dividir a cidade santa com Israel. Os semi-fascistas religiosos, que são parte do governo Bibi, dizem  “só sobre o nosso cadáver”. E volta tudo à estaca zero. Volta, não. Fica. Já que quase não saiu do lugar. 

O Secretário de Estado, John Kerry, coitado, encarregado por Obama para lhe arrumar uma paz qualquer a fim de justificar seu Nobel ainda nada tem a oferecer ao chefe em Washington. 

Acho que ficará assim mais uns 200 anos. Até que um meteoro de tamanho médio se choque contra a Terra e as religiões percam a força e chegue a hora do acerto de contas. Tenho minhas dúvidas se as religiões, apesar de ser uma fonte de guerras e males despareça. O que seria ótima notícia. Mas, quem atira a primeira pedra? Quem tem coragem de largar a muleta celeste, levante a mão. Só você?

BOICOTE A ISRAEL É PUNIDO NA FRANÇA

Quando Farida Trichine e 11 outros ativistas do BDS- (boicott, divestment, sanctions) organização anti-Israel, que atua na Europa, invadiram um Super Mercado na França e passaram a colar stickers com slogans anti-Israel sobre os vegetais importados do Estado judeu, ela sabia que seria expulsa do estabelecimento por policiais, como era normal e esperado. 

O que Farida não esperava, porém, era ser condenada por incitação ao ódio racial e multada em 500 euros. Foi extamente o que aconteceu num Tribunal de Colmar que baseaou a sentença na extensão da lei contra a descriminação racial e religiosa aos ativistas da BDS.

Farida considera illegal sua condenação e pretende apelar, contra o que chamou  de “condenação criminal por um ato puramente político.” Claro, que pelo nome, Farida, podemos identificá-la como árabe ou filha de, 54 anos de idade e sua condenação se baseou na “Lei Lelouche” que é o sobre-nome do deputado judeu que apresentou o projeto equiparando o boicote a Israel aos crimes de natureza racial e política. A lei foi aprovada em 2003. 

Observadores consideram a incomodativa presença de uma imensa quantidade de imigrante árabes-muçulmanos no país de Voltaire ajudou muito na aprovação. Os franceses estão ”cheios” da presence árabe que se espalhou por todo o país chegando a desequilibrar as eleições em certas cidades em favor de candidatos muçulmanos ou anti-Israel. 



Na foto acima, Farida Trichine, (terceira a partir da direita) cercada de ativistas do BDS em Mulhouse. Os “companheiros” de Farida nesta foto são comunistas ou árabes vivendo na França.

SÍRIA: SEM SOLUÇÃO À VISTA

“As conversações a fim de parar a guerra civil na Síria fracassaram” declarou o árbitro argelino, Lakhdar Brahimi, após um mês de tentativas em Genebra. Mas, qual é a surpresa, mr. Brahimi? 

Pelo contrário. Isto é o que se deve esperar, quando, de um lado, está um ditador sanguinário que já provocou, com seu apego ao poder, a morte de 140.000 compatriotas e segue tranquilamente recebendo dignatários estrangeiros em seu palácio, por enquanto seguro. Do outro lado não há coisa melhor, coitados dos sírios. 

Estes são uma legião estrangeira de fanáticos, capazes de matar famílias inteiras por amor a Alá, liderados pelo El-Qaida. Para mim, estava na cara que daria em nada. Os opositores exigiam a saída de Assad do poder, enquanto o presidente-ditador, desde o começo, havia declarado que não tinha a intençao de renunciar de maneira alguma. Na Síria só haverá solução se uma das partes perder a guerra. 

E Assad continua dominando a zona central de Damasco onde está o seu palácio. Neste tipo de revolta, onde as partes são fanatizadas, não pode haver solução pacífica. A Síria é um feudo econômico da famíla Assad que é dona de todo negócio rentável no país. Enquanto a El Qaida está tentando criar um califado no Oriente Médio que, mais tarde, se extenderá à Europa. 

Parada dura.

HAMAS CONTINUA BURRO, GRAÇAS AO SR. DO BOMFIM

Sou favorável à paz e concessões sem grande risco para Israel. Quanto ao Hamas, digo que jamais vi uma cambada de idiotas juntos dominando um pedaço de terra importante. O que fazem os caras do Hamas? 

Toda semana lançam foguetinhos em direção a Israel que, sistematicamente, caem no mato ao redor da Faixa. O que não cai no mato são as bombas que Israel arremessa do céu (aviação, ou drones) sobre Gaza. 

Israel tem procurado não atingir civis e tem conseguido. Causam, porém, destruição na infraestrutura militar do Hamas ou Jihad em Gaza. Os energúmenos, porém, não aprendem e lançam novamente matando alguns coelhos ou porcos do mato que infestam aquele matagal. O Hamas alega que não é gente sua e que se trata de grupos que agem de forma independente.

Para Israel, não interessa. Ou o Hamas toma conta, ou assume a responsabilidade.


Lançamentos de Gaza

A SOLUÇÃO ESTÁ NA JORDÂNIA?

Um dos motivos da tranquilidade em Israel. pelo menos, no momento, é a certeza que a Jordânia está, relativamente, calma. O jovem rei, Abdala II, educado na Grã Bretanha, tradição de algumas monarquias árabes, sabe onde reside seus interesses. Seu pai, o saudoso, rei Hussein, deve tê-lo ensinado os caminhos. 

Não se meta em encrencas nem procure conselho com os demogogos árabes. Nosso melhor interesse está na amizade com os EUA, que garante a não-intervenção de Israel nos assuntos do país, armas e dinheiro. 

Alguns israelenses bem posicionados, continuam insistindo que a solução da questão palestina envolve a Jordânia. Quer dizer, dada a exiguidade de território para acomodar 3 países (Israel, Jordânia e um Estado palestino), o ideal seria a a transformação da Jordânia no país palestino. 

Explico melhor: a Jordânia tem um imenso território e, pelo menos, metade sua população é de orígem palestina. Os revisionistas de Jabotinsky, aliás, incorporam a Jordânia como parte de Eretz Israel. A família real, obviamente, se opõe.

A Jordânia mantém laços de amizade com os EUA da qual é aliada. Hussein conversa quase que diariamente com os governates de Israel. Quer mostrar que é aliado de Israel, se bem que não publicamente.

Aliás, isto facilitou o trabalho para Clinton convecer Hussein a assinar a paz com Israel e espantar o dibbuk da possiblidade do país se transformar na Palestina. Mas, os tempos mudam e hoje, não sei por quanto tempo a jordânia poderá ficar fora.

Esta semana Abdala foi à Califórnia (Obama estava lá) falar com o presidente. A Jordânia está abrigando 600.000 refugiados da guerra civi na Síria e quer ajuda. Obama prometeu mandar 1 bi U$.



Obama e Abdala II da Jordânia na Califórnia esta semana

RADICAIS DÃO TIRO NA PRÓPRIA PERNA

Esteve em Israel esta semana o presidente da do Parlamento Europeu, o alemão, Martin Schultz. O hommem é conhecido como grande amigo de Israel na Alemanha. Por isto, foi lhe concedida a honra de falar no Knesset. Enquanto elogiou Israel, Prêmios Nobel, tecnologia, etc, foi tudo bem. 

Quando, porém, quis aconselhar o país a ser mais flexível nas negociações e não maltratar tanto os palestinos (Os colonos maltratam mesmo com a conivência do governo Bibi), deu-se o estouro. 

O líder do partido nacionalista religioso, Habait Haiehudi, (A Casa Judaica), que faz parte do gabinete de Nataniahu, interrompeu seu dicurso com gritos que fariam vergonha ao pior valentão de rua. “Fora”, “anti semita”, só não disse “nazi” porque é patente dos ortodoxos xingar policiais de Israel. 

Enfim, foi um espetáculo vergonhoso que deveria ser evitado por tratar-se de um amigo de Israel que declarou a um jornalista israelense: “Para mim, a nova Alemanha só existe para assegurar a existência do Estado de Israel e do povo judeu”. 

Outro jornalista e ex-parlamentar, Avrum Burg, que é amigo de Schultz de longa data, declarou: Ele (Schultz) é um intellectual brilhante que não abandonará seu apoio o Israel devido a gritos de nacionalistas  fanáticos. Como parlamentar, conhece o lance de adversários que perdem a cabeça. Quando vi aquele show de fanatismo irracional fiquei com vergonha de Israel. Idem, idem.


O president do Parlamento europeu, Martin Schultz discursando no Knesset. (Antes da tempestade).


RABINO SABE-TUDO NÃO SABIA QUE SERIA PROCESSADO CRIMINALMENTE

Há um rabino em Israel, seu nome é Yeshaiahu Pinto. Não sei qual é seu truque mas tem dezenas de figurões que o seguem e lhe dão muito dinheiro para entidades ditas de caridade, que a mídia de Israel diz que ele esquece e põe em sua conta. 

Sei que no Brasil, rabino, em geral, é coisa séria. Aqui em Eretz como muitos lá foram chamam Israel, há hiper-inflação de rabinos. São tantos e de tantos diferentes times, conhecido como cortes, que ninguém mais sabe quem é rabino e quem não é. Também, quem não é religioso, nem está ai. 

Só tomam conhecimento quando estes se metem em encrencas. Reconheço que não é fácil ganhar a vida aqui como rav. Exagerando, diria que há mais rabinos aqui que grãos de areia do Neguev. Por isto, talvez, alguns, cometem exageros. Como não acredito em nada que dizem*, não me interesso muito. 

Mas, voltando ao rav Pinto (vejam foto abaixo prá que brasileiro não pensar em outra coisa). Esta semana, Pinto foi indiciado por suborno de um dos big shots da polícia israelense, Menashe Arbiv, conhecido na mídia e na corporação como chefe do “FBI de Israel”. Também policiais de peso estão envolvidos.

O último grande empresário que seguia seus conselhos de Pinto, Nochi Dankner, provavelmente o mais rico empresário de Israel, foi...à falênca. Me digam vocês que acreditam nestas coisas: como pode um empresário de grande empresa  pedir conselhos de negócios a um simples rabino? Vocês provavelmente dirão “por isto ele foi à falência”. 

Mas, não é tão simples assim. Outros milionários e políticos continuam a consultá-lo. A grande pergunta é se ele vai voltar a Israel já que se encontra nos EUA ou talvez prefira Buenos Aires, terra de sua mulher. (A Argentina não tem acordo de extradição com Israel).



Acima, Pinto cercado de admiradores. De kipá branca, o policial FBI Israel, na ponta direita, Lev Lavaiev, milionário do ramo de diamantes.

DUAS EMPRESAS ISRAELENSES DE HI-TECH SÃO VENDIDAS

Duas empresas de hi-tech desenvolvidas por israelenses e com sede em Israel, foram vendidas esta semana a empresas americanas. Mais uma vez, israelenses “fazem a mala” com sua criatividade. 

A primeira, a Viber, uma espécie de concorrente da Skype, mas aplicável especialmente a celulares do tipo IPhone, foi negociada por 950  bi US$. O lance é que quando você manda uma mensagem a outro celular pelo sistema Viber, o tempo gasto não vai para dédito de sua conta.

A segunda, a SlickLogin, se destina a aperfeiçoar a segurança de sites e senhas em aparelhos móveis. A SlickLogin foi adquirida pela Google e seus fundadores serão absorvidos pela filial da mesma (Google) em Israel. 

David Tabacof - direto de israel - 17/02/2014

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

PARA ISRAEL, É MELHOR QUE ASSAD PERMANEÇA


PARA ISRAEL, É MELHOR QUE ASSAD PERMANEÇA

Com a entrada do El Qaida na Síria, ao lado das forças que lutam contra Assad, Israel parece ter chegado à conclusão que a permanência do ditador e sua quadrilho no poder, é o menor dos males. 

Afinal, a Síria jamais criou problemas na fronteira entre os dois países. Segurava qualquer ataque ou provocação com receio de “convidar” Israel, muito mais forte, a entrar em conflito. Isto, apesar de Israel ocupar o Golã, que foi da Síria até 1967 quando foi tomado e ocupado na Guerra dos Seis Dias. 

Bashar Assad é um inimigo implacável e difícil que herdou a teimosia de seu pai, Hafez, em não reconhecer ou assinar qualquer acordo de paz com Israel, mesmo com a devolução do Golã. Bashar, talvez, a essa altura, lutando pela própria vida e envolvido numa guerra civil sangrenta talvez até já estivesse disposto a aceitar a ajuda de Israel em troca de reconhecimento e a divisão do planalto entre os dois países, conforme Israel já propôs. 

 Galan Highs


Infelizmente, a teimosia ainda predomina. Enquanto o Irã lhe fornecer armas, Assad está preso à vontade os ayatolás. A esta altura, Israel deve preferir deixar o barco correr. Esta guerra vai acabar com a Síria como conhecemos até hoje. 

As divisões são tão profundas e a sede de vingança não permitem um acordo tão  cedo. A previsão aqui é que a Síria será dividida em cantões, como na Yogoslávia, será dividida entre as diversas etnias e fações em luta. Cada etnía ficaria com um cantão onde tem maioria. 

Haveria um cantão Alawita, outro Xiita, outro Sunita, um Cristão, um Druso e um Curdo. As conversações de paz entre os rebeldes e o governo sírio estão condenadas a dar em nada já que a saída de Assad exigida pelos rebeldes não acontecerá jamais. Também os opositores a Assad estão divididos e jamais chegarão a um acordo que satisfaça a todas as aprtes envolvidas. 

Para Israel, apesar da crueldade com a população civil, a continuação do conflito no país vizinho, é o melhor dos mundos. Ambos os lados são inimigos entre si e ambos e igualmente de Israel. Portanto...

UM “HOMEM HONESTO”

Os diários escritos à mão pelo principal encarregado da execução da “solução final” ordenada por Hitler, Heinrich Himmler, foram encontrado em Israel. Estavam guardados por uma família de sobreviventes. 

Ficou num velho armário durante mais de 60 anos e só agora seus descendentes descobriram o que eram aqueles cadernos de capa dura escritos à mão. Foram adquiridos, após a guerra, num “mercado de pulgas” em Bruxelas por um judeu de sobrenome Rosenthal. Seus familires entregaram o material ao jornal Yedioth Aharonot que os está publicando, inclusive com as fotos. 

Esta semana, a revista “Die Welt” passou a publica-los também. Os alemães da Die Welt, que são profissionais responsáveis, investigaram e chegaram à conlusão tratar-se dos diários autênticos e Heirich Himmler, o mais destacado carrasco nazista. 

O diário mostra um homem reto, honesto e cumpridor rigoroso de suas obrigações, entre elas, fazer desaparecer os judeus da face da terra. Os documentos revelam um anti semita fanático desde a juventude. Fez seu trabalho como um yeke (sem ofensa aos judeus yekes, gente séria e honesta em todos os sentidos) que levava a perfeição como o objetivo de sua vida. 

Entre os papéis, estão bilhetes que sua mulher, Margarete, lhe escreveu de forma absolutamente normal como se se tratasse de um mero funcionário público, cumpridor rigoroso de seus deveres. 

Num dos bilhetes, quando a Alemanha invadiu a URSS, Margarete lhe enviou um recado “só temos uma lata de caviar na geladeira.”  Em outra nota encontrada, sua mulher novamente lhe manda um recado “Estou indo para Auschwitz encontrá-lo. Beijos-Margarete”.

São centenas de documentos pessoais, diários e fotografias que serão publicados pela primeira vez. Um filme documentário, cujo título deverá será, ironicamente,  “Um home honesto” está em produção e será exibido no festival de documentários “HotDocs” do Canadá. Mais tarde será exibido pelo canal 8, especializado em documentários.



NO EGITO, A VOLTA DA VIOLÊNCIA (EM NOME DE ALAH)

A cada dia me convenço mais que a religião, se tem seu lado bom ao servir de muletas aos que estão com problemas ou temem o futuro, se transformou numa desgraça e foi a causa de muito derramamento de sangue entre os seres humanos. 

Como diz George Carlin em sua peça humorista gozando a religião “...acreditam que há um ser de barbas brancas lá em cima, que segura um papel contendo madamentos e ai de quem não os cumpra. Irá para um lugar de fogo perpétuo e muito sofrimento pela eternidade...(Inferno). Mas, ele te ama...O problema é que está sempre precisando de dinheiro. Não sabe lidar com dinheiro. Mas, ele te ama... “ But he loves you”, como dizem os pregadores evangelistas americanos.

Pois bem, no Egito, (para não citar os países do ocidente durante a Inquisição, pogroms, conquistas, etc. e outras matanças em nome de Deus) é Mohamed, enviado de Alah, o poderoso, que é usado como joker na luta pelo poder.   

O novo homem forte, o general Al-Sissi, deu um golpe nos Irmãos Muçulmanos derrubando o presidente eleito pelos Irmãos. Sissi, que não é nenhuma princesinha austríaca como no filme, mas um general de linha dura, usando óculos escuros na velha tradição de ditadores, decidiu que o povo egípcio precisa de pão e não de crença religiosa, que apesar dos boatos jamais trouxe pão após a história bíblica quando os judeus receberam do céu uma chuva de Maná (Exodus 16;15), que ninguém sabe exatamente o que foi, mas ficou conhecido como uma espécie de pão.

Mas, voltando ao Egito de hoje, quando todos pensavam que a Irmandade estava na lona após o soco de Sissi, eis que ajudada por outros islâmicos levantou a cabeça e foi para a rua protestar. Até cometeram alguns atentados  onde (mais um vez) morreram muitos inoccentes. Mas, qual é o problema? Afinal, é tudo em nome de Alah, o nome do Deus dos Islâmicos, também conhecido por  “He Loves You”.

A previsão em Israel é que Sissi vai se candidatar e os militares darão um jeito para ter, como nos tempos de Mubarak, 98,5% dos votos. Este 1,5% contra é prá provar que o Egito não é uma ditadura. Se bem que para Israel, Sissi é o melhor. Portanto, viva o general Sissi!



EUTANÁSIA EM ISRAEL?

Está em discussão no Knesset uma lei permitindo que alguém doente em estado  terminal e em condições de expressar claramente a sua vontade, com um certificado médico atestando que o mal é incurável e terminal, cometer o suicídio assistido. Nos modelos já em vigor na Suíça (Zurich) e nos estados de Oregon e Washington, EUA. 

É uma boa notícia para muita gente. Influiu na decisão um documentário mostrando um israelense conhecido que foi Zurich para morrer. O cara demonstrava calma e decisão firme de por fim aos seu sofrimento. 

Na hora H, estava sorrindo de contentamento. Tinha Parkinson avançado e contou como sua vida era um inferno. “Acordo todos os dias molhado de urina e sujo de fezes, que não controlava mais.” Sua filha viajou com ele e disse entender perfeitamente sua decisão. Tomara que a lei passe no Knesset. Agora que os ortodoxos não estão mais no governo, a lei reúne boas chances de ser aprovada.

Eis um anúncio fúnebre, recente, do Yediot Aharonot que traduzo.

“Comunicamos, sem surpresa, que nosso querido amigo, fulano de tal, demonstrando que, para si, a qualidade de vida é mais importante que quantidade de anos vividos, decidiu morrer a fim de não sobrecarregar sua família e amigos. Seu enterro já ocorreu”.

HIGH TECH DE ISRAEL BRILHA MAIS QUE NUNCA

Microsoft e Amazon anunciaram a abertura de mais um centro de pesquisas em Israel. Bibi Nataniahu e Shimon Peres quando em Davos na Suíça, encontraram-se com Bill Gates e outros luminares do ramo. 

Está aqui a CEO da Yahoo que foi pioneira, mas não anda bem das pernas. Foi em Davos na reunião anual dos big shots da economia mundial.

IRÃ PROVOU ESPERTEZA

Os iranianos, que perfiro chamar de persas, um povo tão antigo quanto os judeus, demonstraram mais uma vez que são sábios. 

Conseguiram, praticamente de graça, diminuir consideravelmente as sanções, que lhe entravavam a economia, dando muito pouco em troca. 

Vão continuar a enriquecer urânio em menor percentagem, mas dentro de mais ou menos  tempo farão uma experiência atômica e ai será tarde a exemplo da Coréia do Norte e Paquistão. “Read my lips” como dise Bush, pai.


BRASILEIROS CONTRA A COPA?

Ainda que mal pergunte, que história é esta de manifestações contra a realização da Copa no Brasil. Sei que é tarde e não representa a opinião da maioria do povo brasileiro, em que pese a roubalheira generalizada na construção de estádios, etc. 

Mas que estranhei, estranhei. Brasileiro contra Copa do Mundo em seu país?


Direto de Israel - 28/01/2014

sábado, 14 de dezembro de 2013

ASSAD - O MAL MENOR?

ASSAD - O MAL MENOR?

À medida que a luta interna em território sírio evolui, alguns começam a acreditar que o mal menor será a permanência de Bashar Assad no poder. Afinal, durante os mais de 46 anos de ocupação israelense, (exceção ao curto período da Guerra de Yoim Kippur em 73) a fronteira ficou relativamente calma. Damasco parecia ter perdido o apetite por guerras. 

O fato foi atribuído ao realismo de Assad filho que sabia sem o apoio de aliados no mundo árabe não tinha chances contra a absoluta superioridade militar de Israel. Nestes mais de 46 anos de ocupação, Israel não perdeu tempo e passou a colonizar o Golã construíndo cidades, indústrias e kibutzim na planalto do sírio ocupado. (A sabedoria, ou a falta de, da colonização por Israel dos territórios oupados é outra história que fica para outro comentário.) Mas, voltando à Bashar Assad...

A Síria sob Assad, apesar de ter uma pequena, mas importante,  parte de seu território à beira da grande fonte de água doce de Israel, o Mar da Galiléia, ocupada por Israel,  jamais puxou o revólver. Assad, porém, não se transformou em nenhuma Madre Maria Tereza de Calcutá. Após ter tentado, infantil e inutilmente, construir um reator atômico em seu território, destruído por Israel no nascedouro, passou a ceder suas estradas de acesso ao Líbano à passagem de imensas quantidades de armas, enviadas pelo Irã ao Hesbolá, aravés dos portos e aeroportos sírios. 

Dali. seguiam por terra para o Líbano e Hesbolá. Assim, a organização xiita libaneza (Hesbolá)  passou a lutar by proxy para dois patrões: O Irã e a Síria.


E se existe um inimigo que preocupa militarmente Israel este é o Hesbolá. Seus soldados, (no momento, lutando ao lado dos militares sírios em defesa do regime de Assad), são altamente motivadas pelos imãs xiitas que consideram a mera existência de Israel uma bofetada na cara do Profeta, são muito bem treinado e disciplinados,algo raro no mundo árabe.

Desta maneira, a organização é uma dor de cabeça permanente para Israel. Possui dezenas de milhres de mísseis dos mais variados raios de ação e carga explosiva, dirigidos a Israel, Não que possa ganhar uma guerra e destruir o estado judeu. Nem em sonho. Não têm aviação e o número de seus soldados não passa de 25.000, segundo fontes israelenses. Mas, podem causar danos e mortes consideráveis. 

Israel experimentou o gostinho do Hesbolá na guerra travada com a organização em 2006. Foram batalhas duras, que deixaram um número significativo de baixas israelenses e quase toda a população do norte de Israel em abrigos anti aéreos durante a guerra.



Na verdade, a Síria, nestes 46 anos de ocupação, jamais preocupou muito Israel. A revolução anti-Assad, em seu começo, quando ainda não estava claro a identidade de  seus opositores, pareceu boa para o futuro da paz na região. Sob um regime pró ocidental e democrático Israel poderia até encarar a devolução, pelo menos parcial, do planalto à soberania síria num tratado de paz. 

Mas, como as águas do velho Tietê,  revolução síria anti-Assad foi sendo poluída pela entrada na luta de forças ainda piores que as do regime alawita (um ramo do xiismo) de Assad. Terroristas itinerantes à procura de uma oportunidade para fazer pontos com o Profeta, foram chegando á Síria a fim de combater Assad. Hoje, usando um termo futebolístico, “o meio de campo está embolado”. Não há favorito na luta síria.

A OPINIÃO DA C.I.A NÃO É A DE ISRAEL


O que se passa na Síria preocupa também os EUA e o ocidente em geral. Também a Rússia tem fichas na mesa da roleta síria, já que tem sua única base naval no Mediterrâneo no porto sírio de Tartus.
Um ex-chefe da CIA, que não foi identificado, declarou que “ante as perspecticas sangrentas na Síria, a vitória de regime de Assad pode ser um mal menor. 

Na ano passado,  Washington condenou a conduta de Assad no conflito, chegando a ameaçar bombardear a Síria após esta usar aras químicas contra civis. A entrada do que há de pior do terrorismo islâmico na luta contra Assad, porém, mudou a posição americana.  

O ex-general da Força Aérea americana, Michael Hayden, que foi o chefe da CIA até 2009, declarou numa conferência de experts em Washington: “ Devo dizê-los que neste momento e isto pode parecer horrível, mas a permanência de Assad é a melhor das péssimas conclusões para o conflito na Síria”.

Não sei se esta seria a melhor conclusão do ponto de vista do interesse de Israel. Por enquanto, temos de um lado o Irã e Hesbolá apoiando a permanência de Assad e de outro a fina flor do terrorismo islâmico, agora, multi nacional. Entre estas duas desgraças é difícil escolher a menos ruim para Israel.